xml:lang="en" lang="en"> O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos - Pitágoras
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Modelo Multidimensional -
A Terra gira ao redor do Sol junto com outros planetas e luas que a sua vez giram ao redor deles. O Sol é a oitava estrela da espiral pleidiana. As pleiades formam uma espiral dentro da Galaxia da Via Lactea. E a Galaxia gira sobre seu próprio eixo.

"Todos esses ciclos só existem se partir de um determinado ponto no espaço, pois assim então qualquer observador se converte em uma posição perceptiva."

KINICH AHAU: nome dado pelos maias ao Sol; por extensão, todo o sistema solar como um ser, chamado heliocosmos, contendo dez órbitas planetarias localizadas em uma zona galactica experimental, que é o foco de colonização da quinta força galactica (ou quinta raça raiz, segundo a teosofia); contém o potencial para criar o quinto acorde harmônico galactico interdimensional que será entoado em 2013 DA.
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KUXAN SUUM: termo maia que significa: “Luz que chega até as raízes das estrelas, passando através de cada uma das dimensões celestiais”; as fibras etéricas que conectam o plexo solar com o centro da Galáxia; “o umbigo de Hunab Ku”
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A Galaxia Via Lactea é um sistema de dez dimensões de inteligência cósmica que se expressa em nove dimensões (ver Teoria-M e Stephen Hawking). Somos seres multidimensionais e nos encontramos simultaneamente em todas as dimensões, ainda que no momento não tenhamos consciência disto.

Se você está lendo isto, significa que sua consciência superior decidiu que é hora de dar por encerrado o jogo e está buscando um modo de sair da “Matrix”

Para alimentar a imaginação segue algumas pistas que o guiam até a forma de recuperar o conhecimento interno. Há um modelo elementar acerca das diversas dimensões do grande cenário cósmico que é o Universo.

1D – A primeira dimensão tem sua fonte na inicial forma que se manifesta através de um sistema de inteligência igual ao nucleo central cristalino da Terra, inteligência que os cientistas denominam Gaia. Gaia é a expressão das três primeiras dimensões da Terra. A primeira dimensão é a fonte da harmonia, felicidade e bem estar ‘enraizados’
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2D – Imediatamente acima do centro da terra e sob a superfície terrestre se encontra a segunda dimensão, origem dos poderes telúricos.
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3D – A existência no tempo/espaço linear é a terceira dimensão. É nesse ponto que se encontra o exercício da percepção da maioria da humanidade.
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4D – A quarta dimensão é uma zona não física, arquetípica, onde se experimentam os sentimentos, os sonhos, e todas as conexões com Gaia e dimensões mais altas. Os planetas manifestam estes padrões arquétipicos 4D que estimulam padrões de conduta na Terra. Estas são as bases que sustentam pesquisas como a Astrologia.
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Quarta Dimensão (quadridimensional): Uma das duas dimensões que acompanham as dimensões da vida; a dimensão etérica onde ocorrem os sonhos e o reino imaginário. Referida no Alcorão como o ‘mais distante’, a quarta dimensão é o reino puro do tempo, diferente da terceira dimensão, que é o reino do espaço físico, métrico e perceptível pelos sentidos. Até o descobrimento da Lei do Tempo, a quarta dimensão não estava definida matematicamente, ao passo que a noção prevalecente do tempo estava baseada na medição métrica do espaço, por exemplo como o relógio mecanico, que não tem nada a ver com a natureza real do tempo.
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5D - Alcione, a estrela central das Pleiades, representa a quinta dimensão, ou os patrões de orbitas do nosso sistema solar e da espiral pleidiana. A luz da quinta dimensão é estelar e é mais sutil que a luz solar que procede do nosso Sol.
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6D – O sistema estelar de sirius é a sexta dimensão e é a que cria construções geométricas de luz partindo das formas físicas 3D configuradas por sentimentos arquetípicos de 4D e seus patrões criativos 5D. Estes são os campos morfogenéticos que há por traz dos padrões físicos da Terra.
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7D – está composta pelas Bandas de Fótons, que são ‘donuts’ de luz de 7D irradiando desde o eixo central do Centro Galactico. Todas as estrelas que existem dentro da Cinturão de Fótons 7D geram espirais que atraem a outras estrelas e estas ‘estrelas fotonicas’ como por exemplo, Alcione, a estrela central das plêiades, cumprem a função de ser as bibliotecas da Federação Galáctica.
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8D – Os raios de sincronização galactica, cinturões, eixos e planos horizontais com buracos negros em seus centros, são sistemas de organização da inteligência na oitava dimensão. Na galáxia da Via Lactea este explendor 8D se conhece como a Federação Galáctica. Ela faz com que a galáxia mantenha sua forma mediante bandas de fótons formando autovias de informação.
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9D – a estrutura global da Federação Galáctica tem sua origem na profunda e insondável vacuidade dos buracos negros que dão a luz às galáxias partindo de energia nuclear. Esta energia é a criatividade no estado puro e própria da nona dimensão.
Os centros galácticos da 9D são o escuro absoluto e ainda assim, conforme giram sobre seus eixos, o surpreendente poder de seus vórtices dispara raios 9D de sincronização galáctica. Estes raios de sincronização surgem de centros galacticos, inerentes aos buracos negros, impulsionados pela rotação galáctica do eixo. A divina mente lança sua luz cósmica comunicando as galáxias entre si e iluminando a um maior numero de dimensões dentro do Universo. A mente galáctica é capaz de sustentar a idéia de nove dimensões em trilhões de sistemas simultanaemante.
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10D – o Universo é a décima dimensão. O Todo cosmico que contem tudo aquilo que percebemos desde a Terra e não pode ser catalogado, descrito e nem compreendido
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OXLAHUNTIKU: palavra dos maias que se refere também ao universo de 13 dimensões.
A- Os Treze Senhores do Tempo que governam o pder da ordem cósmica do tempo, que está baseado no poder circulatório do numero primo 13 (oposto ao 12, que é estático e não circulatório), codificados pelas 13 luas de 28 dias cada uma, que governam a órbita solar. Base do ciclo profético de Quetzalcóatl dos Treze Céus (Oxlahuntiku) e os Nove Infernos (Bolontiku).
B – Na profecia do Telektonon, o ciclo de treze anos (2000-2013) no qual os primeiros quatro anos (2000-2004) estabelecem o poder autoexistente do tempo, e os últimos nove anos (2004-2013) estão codificados pelos Bolontiku, os Nove Senhores do Tempo.
C – O poder do 13 é o poder consciente do tempo
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Cada dimensão contém distintas formas de vida, distintas formas de consciência. Cada uma delas hospeda as múltiplas expressões e manifestações do Criador Principal, do Todo.
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Dedico-me com o fim de brincar Universalizando a ilusão
Selo o processo da magia Com o tom cristal da cooperação
Eu sou guiado pelo poder da abundância
Sou um portal de ativação galáctica, entra por mim
'Minha comunicação precisa estar plena de paciência e humor.'
Macaco Cristal Azul
fonte para pesquisa: Tzolkin
 
posted by Ana Maiz at 4:42 PM | Permalink | 0 comments
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Terça-feira, Maio 22, 2007
Quer eu contemple um musgo, um cristal, uma flor, um escaravelho dourado;
ou o céu povoado de nuvens, o mar com os contornos abandonados de suas dunas gigantescas, uma borboleta com suas nervuras de cristal, e os arabescos e os desenhos ornamentais,
e as doces, fascinantes, infinitas, palpitantes cores, ora fortes, ora suaves;
--sempre que com os olhos ou qualquer sentido corporal contemplo uma parcela da natureza, toda absorta e imantada por sua magia, e, por um momento, me entrego a seu ser e sua gratificante revelação; acontece então que, neste exato momento, esqueço e alijo de mim todo o mundo cheio de cegueira e cobiça da miséria humana;
e longe de pensar ou dar ordens, em vez de amontoar ou roubar para mim,
em vez de lutar ou de reorganizar,
outra coisa não faço, àquela hora, senão “deslumbrar-me”, como Goethe. E com este deslumbramento não me torno apenas irmã de Goethe e de outros poetas e sábios. Não, sou também a irmã de tudo aquilo ante o qual me deslumbro, de tudo quanto experimento como um mundo vivo e palpitante: irmã da borboleta, do escaravelho, da nuvem, do rio, da montanha. Pois, por um instante, pela senda do deslumbramento, vou me afastando do mundo das separações, para me adentrar no mundo da unidade, onde uma simples coisa ou criatura se volta para a outra e sussurra: “Tat twaim asi” (“Isto és Tu”).
Hermann Hesse
Eu sou Muluc
 
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Sexta-feira, Maio 18, 2007
Em uma pira apaixonante sua chama cresce; a coroa de lótus ela irá expor.


Dissolvo com o fim de sobreviver
Libertando o instinto
Selo o armazém da força vital
Com o tom espectral da liberação
Eu sou guiado pelo meu próprio poder duplicado
Sou um kin polar.
Transporto o espectro galáctico vermelho

'Escuto o que meu corpo me diz e libero-me da atadura de velhos padrões.'


Chicchan
 
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Quinta-feira, Maio 10, 2007
As portas da percepção
No ano de 2001 Joseph Beuys completaria oitenta anos de idade.
Vinte anos antes, Beuys alertava para o fato de o mundo ter sido desflorestado com uma violência sem precedentes.
Sete mil carvalhos para dar início a um reflorestamento planetário.
Um momento simbólico.
Um ponto de mutação cósmico, social, político.
Beuys acreditava que em cinquenta anos, a partir daquela data, a população mundial estaria mais consciente da importância do ambiente.
Quando lhe perguntaram a razão para o uso do carvalho e não de outra árvore qualquer, insinuando alguma ligação com um Germanismo, Beuys respondeu defendendo que, ao contrário do que se acreditou durante algum tempo, o carvalho era uma árvore predominante presente em países Anglo-Saxões e não nos Germânicos.
Beuys dizia com indisfarçada admiração do fato de o carvalho ter sido não somente a árvore que caracterizou profundamente a cultura das mais diferentes sociedades do norte e do sul da Europa durante mais de dois mil anos, como também por ter sido a árvore símbolo para a cultura Druídica Celta.
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Mas, para Beuys um símbolo era articulado numa dinâmica rede de outros símbolos. Não havia, para ele, ao contrário do que algumas pessoas poderiam supor, algo que fosse único, exclusivo, privilegiado. Tudo para Beuys era cunhado sob o signo da diversidade.
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Vinte anos se passaram.
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No início do terceiro milênio existem, em todo o mundo, cerca de seiscentos milhões de automóveis em circulação e cerca de setecentos milhões de aparelhos telefônicos em permanente utilização. Nesse contexto, mais da metade da população mundial vive em absoluta miséria.
Apesar de tudo, em geral, as pessoas parecem ter ficado um pouco mais alerta a tudo o que diga respeito ao ambiente – pelo menos no que diz respeito ao plano físico do ambiente.
O lixo reciclado que há trinta ou quarenta anos era considerado uma proposta utópica de Beuys é hoje uma realidade em praticamente todos os países do chamado Primeiro Mundo.
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O que eu gostaria de focalizar aqui, neste momento, é algo um pouco diferente.
Primeiramente, o fato de que Beuys era um artista. De que estamos lidando, neste momento, com uma reflexão sobre a arte – sobre a história da arte, da arte contemporânea. Que estamos falando de estética, e também de poder, de ética, e de religião.
Tudo simultaneamente.
Mas, não estamos falando de algo material, de algo que possamos tocar fisicamente.
Esse curioso e fascinante espelho – a estética, o poder, a ética e a religião tomados num único fôlego; e a imaterialidade, a desmaterialização da cultura material – é algo que me parece essencial na obra-pensamento de Joseph Beuys.
Com grande velocidade, podemos enfeixar aqueles quatro elementos numa única síntese: o sagrado.
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Não indiquei aqui quatro elementos sem alguma razão. Quando Beuys pensava a Natureza, o número quatro era uma referência primeira. Quatro princípios, quatro seres vivos, quatro vegetais, quatro pontos cardeais, quatro portas da percepção.
Também no Egito Antigo, quatro eram os elementos que diferenciavam o mundo dos mortos do mundo dos vivos, o oeste e o leste, a noite e a manhã – tudo cruzando os dois lados do Nilo.
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Essa visão cósmica e ecológica de Beuys articulava o alecrim, o louro, a oliveira e o carvalho, quatro portas, quatro mundos – o amor, a comunicação, a criatividade e os valores humanos.
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Quem visitar Bolognano e a praça dedicada a Beuys, elaborada por Lucrezia De Domizio, rapidamente identificará essas quatro portas. Mas, para fazê-lo é preciso conhecer, é fundamental saber.
Essa é uma das mensagens de Beuys: estar imerso no maravilhoso tecido do conhecimento.
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A palavra símbolo lança as suas raízes no Grego symbolon, que significa co-incidir, cair junto. Ou seja, tratam-se de relações complexas.
O símbolo opera no domínio da razão, e não há símbolo sem uma complexa rede de conhecimento, de significados, de conteúdos.
Em termos lógicos, o número quatro não pode ser impunentemente reduzido ao número dois – como a luz e a escuridão, o sim e o não. Nem é predicação, atributo por excelência do número três.
O número quatro é permanente rotação.
Mudança.
Dinâmica e turbulenta estratégia.
Quatro símbolos que cunham uma sinergética rede de relações.
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O alecrim, desde tempos imemoriais, é identificado com os signos zodiacais de capricórnio e de gêmeos. No Antigo Egito, pelo fato de as suas folhas estarem sempre verdes, era considerado símbolo da imortalidade. Luis XIV chegou a considerar o alecrim como a verdadeira fonte da juventude.
Imortalidade, idéias que passam de uma a outra geração. Algo que sobrevive aos nossos acanhados, precários e provisórios corpos. Algo que transcende o nosso conhecimento individual.
Verdadeira transgressão do tempo e do espaço através da comunicação.
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Quando pensamos no louro, como podemos evitar, onírica e magicamente, uma viagem maravilhosa ao mundo de Ovídeo nas suas Metamorfoses?
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O primeiro amor de Apolo foi Dafne – Ovídeo começa assim a história. Após uma dura discussão com Cupido, fazendo uso de um traiçoeiro ardil, Apolo vence-o numa disputa de arco. Dafne ainda não conhece o amor. Vencedor, Apolo mergulha pela floresta. Mas, do alto dos céus, ferido pela traição, Cupido dispara duas setas, destinadas a diferentes fins: uma põe em fuga o amor, outra o provoca. Com esta, Apolo é ferido, com a outra, Dafne. E ela corre, fugindo de Apolo, que está a todo o momento prestes a alcançá-la, que acompanha de perto, de focinho estendido; ela, na dúvida, imagina que será apanhada, livra-se das dentadas do cão e escapa da boca que a toca. Assim, o deus e a virgem, ele repleto de esperança e ela de medo. ...roça as costas da fugitiva, junto à nuca, cujos cabelos o seu próprio sopro agita. Exausta, Dafne implora ao pai, Prometeu, e um pesado torpor lhe invade os membros – seu delicado peito reveste-se de fina casca, os cabelos transformam-se em folhas; os pés, que até agora corriam tão velozes, são raízes.
Metamorfose cruel, torna-se um loureiro.
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Apolo, desesperado, toma as suas folhas como símbolo eterno daquele momento profundo.
O amor e a alma possuem uma ligação vital. Em Grego, psyche significa mente, espírito, sopro, vida, alma.
Todos esses significados preenchem o nome da deusa Grega cuja beleza era incontornável.
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Vênus, enciumada com a beleza da jovem Psique decide destruí-la. Chama o filho, Cupido, para que cumpra a missão.
Obedecendo às ordens da mãe Cupido parte mas, subitamente, assim que vê a jovem Psique, fica perdidamente apaixonado.
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Sem saber o que fazer, confuso, Cupido procura a ajuda de Apolo – justamente aquele a quem ferira com a seta do amor.
No início contrariado, Apolo acaba por ceder à embriagante paixão de Cupido e decide ajudá-lo.
Através de um oráculo, Apolo ordena que Psique seja abandonada pela família, vestida como morta, no alto de uma montanha.
Desesperada, perdida no abandono, Psique adormece profundamente. Quando acorda, encontra-se num maravilhoso vale. Nele, há um palácio com infinitas portas.
Portas da percepção.
É a vida que renasce do abandono, da rejeição.
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Penetrando pelo magnífico palácio ela encontra em cada sala novas encantadoras surpresas – tudo envolto por misteriosas invisíveis vozes daqueles que dizem ser seus criados.
À noite, sem que ela possa distinguir das sombras, ao leito vem o marido, misterioso, invisível, delicado. Vê-lo significaria a desgraça para ambos.
Ela está morta, mas também viva.
Vênus e Cupido estão satisfeitos, porque nada se .
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Depois de algum tempo, dias, meses talvez, durante uma das mais apaixonadas noites, segreda ao marido o desejo de reencontrar as irmãs. Ele, cauteloso, avisa-a do perigo. Ela implora.
Tudo lhe é concedido e Psique viaja para rever as irmãs. Pura, ingênua, conta-lhes tudo, da insondável fortuna preparada pelo destino. Ódio disfarçado pelos falsos lábios sorrisos, paralisia do mundo pelo veneno da inveja, as irmãs convencem-na a romper o acordo e, finalmente, ver quem era aquele misterioso ser.
Afinal, poderia ser um monstro!
Poderia, na sombria quietute noturna, devorá-la.
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De volta ao palácio, calma noite, o misterioso ser está em sono profundo. Passo a passo, cuidadosamente, Psique ilumina-o com uma lâmpada de óleo e vê o mais belo ser que jamais poderia imaginar. Comovida, tocada pela própria traição, os seus passos confundem-se, vacila, falta-lhe o ar, as mãos tremem e da lâmpada uma pequena gota de azeite queima Cupido…
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Todas essas histórias parecem costurar a permanente relação entre vida e morte, conjunções e disjunções.
Esta é a história de fênix. Fabuloso pássaro mágico vindo da Etiópia, lenda que generosamente confunde-se com Hórus.
Uma gigantesca águia de todas as cores, símbolo da morte e da ressurreição. Espécie única, reproduz-se sozinha. Busca mirra, louro, alecrim, azeitonas, com as quais faz um ninho no alto de um carvalho. O ninho queima-se e o pássaro morre, para renascer das suas próprias cinzas.
A cada um dos seus ciclos de vida, nasce uma nova era na Humanidade.
Quantas imagens terão passado pela vida de Beuys!
Quantas descobertas, quantas surpresas terão impregnado a sua alma!
Quatro.
O alecrim, o louro, a oliveira e o carvalho. O amor, a comunicação, a criatividade e os valores humanos.
Estética, poder, ética e religião.
Eterna rotação.
Mudança.
Tudo estruturado num sistema para o qual o estereótipo não é possível.
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A rede de símbolos, de co-incidências ao nível dos seus elementos, é de tal forma interativa que todas as relações apresentam-se, a priori, possíveis.
É essa potencialidade que caracteriza o trabalho poético.
Algo que ficou conhecido na medievalidade como virtus.
O fundamento do sagrado é exatamente a negação do estereótipo. É a virtualidade, a potencialidade de todas as relações.
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Quando Joseph Beuys projeta um reflorestamento mundial, ele o faz enquanto transformação da mente, tendo o planeta como uma complexa e dinâmica rede de idéias em permanente mutação.
Aquilo a que chamamos de civilização não é a competição tomada enquanto concorrência permanente, mas sim a capacidade de contemplação, de reflexão. Sem essa capacidade, não somos humanos.
O ambiente para o qual Beuys alertou não está restrito ao plano físico, mas é uma abordagem complexa daquilo a que vulgarmente chamamos inteligência pois, como o próprio Beuys considerou, o verdadeiro capital da humanidade é a criatividade e o conhecimento, a capacidade humana.
O ambiente somos todos nós.
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Algo que nos coloca face a face a William Blake quando defendia que «se as portas da percepção estiverem limpas, as coisas parecerão ao ser humano como realmente são, infinito».
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Emanuel Dimas de Melo Pimenta
 
posted by Ana Maiz at 8:42 PM | Permalink | 0 comments
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